Yuri Ferraz
Pintura · Salvador · vive e trabalha em Salvador
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- Obras à venda, com preço informado no local
- Ateliê aberto
- dia e horário a definir
- @yuriferrazart
Biografia
Yuri Ferraz, artista visual nasceu e trabalha em Salvador-BA. Com influência da PopArt norte americana no que diz respeito à estética, da Arte Conceitual onde a ideia antecede o objeto, e do Surrealismo pelo interesse em mitos, sonhos e os contos maravilhosos. A partir de aproximações, por características em comum, de mitologias de épocas e locais diferentes, vai construindo um novo e complexo sistema mitológico. Valendo-se de símbolos e signos do inconsciente coletivo da humanidade.
Moldando, assim, uma nova mitologia global que represente a Humanidade.
Declaração do artista
Meu trabalho nasce do cruzamento entre três matrizes fundamentais da história da arte: a pop art, pela potência estética e comunicacional da imagem; a arte conceitual, em que a ideia antecede o objeto; e o surrealismo, sobretudo no interesse pelos mitos, pelos sonhos, pelos contos maravilhosos e pelo inconsciente — individual e coletivo — da humanidade.
A partir dessas referências, construo uma narrativa visual que propõe a criação de um novo sistema mitológico. Parto da compreensão de que existem semelhanças estruturais profundas entre mitologias de tempos e lugares distintos. Ao alinhar essas recorrências, estabeleço vínculos entre territórios geográficos diversos, permito que uns contaminem os outros e, assim, universalizo a mitologia como linguagem comum da experiência humana. Nesse processo, as fronteiras se dissolvem. As imagens emergem com cores intensas, como manifestações diretas do inconsciente da humanidade — daquilo que carregamos em comum, apesar das diferenças culturais. Considero que o sistema nervoso central do Homo sapiens não sofreu alterações significativas desde nossos ancestrais de 12 mil anos atrás. Continuamos, portanto, a produzir símbolos semelhantes aos que eles produziram.
O círculo, por exemplo, reaparece insistentemente: nas mandalas indianas do século XVII, na Távola Redonda do ciclo do rei Arthur, na organização das aldeias indígenas da Amazônia brasileira, no calendário solar asteca, nas pinturas de areia dos povos Navajo. Esses paralelos revelam que diferentes grupos humanos, mesmo sem contato entre si, interpretaram a realidade de modo semelhante, gerando narrativas simbólicas convergentes.
Obras de destaque



Ficha técnica
"Maria dá origem à vida",2024, 30 x 42 cm, acrílica sobre papel
"Nascimento de um shaman", 2020, 70 x 50 cm, acrílica sobre papel
"O chamado", 2020, 30 x 42 cm, acrilica sobre papel
Trajetória
Pesquisa em mitologia comparada, a partir de Mircea Eliade, Joseph Campbell e Carl Gustav Jung.