Quem somos
A curadoria
A direção artística da Palacete Arte | TRAMA é de Stella Carrozzo, que assina a seleção. Ela é por convite e tem foco em artistas residentes na Bahia, com obras em diferentes faixas de preço e diversidade de técnicas e linguagens. O que reúne o conjunto não é uma linguagem nem uma geração: é a produção viva da Bahia hoje.
Stella
Carrozzo
Artista visual, curadora e gestora cultural, mestranda em Gestão Cultural na Universidad de Buenos Aires. Desde a década de 1990 participa de mostras artísticas no Brasil e em outros países, e trabalha na gestão de espaços culturais dedicados às artes visuais.
Foi coordenadora da Galeria ACBEU, em Salvador, diretora da Galeria Tierra Fértil, em Buenos Aires, diretora da Galeria Solar Ferrão e diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia. Atualmente atua como curadora independente, com trabalhos no Brasil e na Argentina. Vive e trabalha entre São Paulo e Salvador.
Como a seleção
foi feita
Não houve chamada pública nesta primeira edição: a curadoria convidou. O recorte é territorial antes de ser estético — artistas residentes na Bahia, de Salvador, do Recôncavo, do sertão e do litoral norte, vindo em nome próprio ou por ateliês coletivos, casas e acervos.
Dentro desse recorte, três exigências orientaram o conjunto: diversidade de técnicas e linguagens, para que a feira não se pareça com uma única cena; obras em diferentes faixas de preço, para que comprar não seja privilégio de quem já compra; e uma distribuição prevista de carreiras — 60% de artistas emergentes, 30% de carreira média e 10% de nomes consagrados regionalmente.
Há ainda um critério que não é estético: o compromisso com a presença e com a interação com o público durante o evento. Um artista que não pretende estar ali, conversando, não cabe no formato.
O que a
seleção mostra
Pintura e fotografia, gravura e cerâmica, desenho, aquarela, bordado, vídeo, objeto, instalação, performance e som. Ao lado dos artistas, coletivos, casas e acervos que já organizam a produção baiana fora do circuito de galeria, e galerias que trazem os artistas que representam.
A exposição coletiva não vem sozinha: os ateliers abertos mostram obras em processo, equipamentos, ferramentas e materiais, e o ciclo de conversas põe em discussão o próprio sistema que expõe e vende. Os três se sustentam — é o que a feira chama de configuração híbrida, e está descrito no projeto.
A curadoria
também senta
à mesa
A feira não separa quem escolhe de quem conversa. Stella Carrozzo media o diálogo de sexta, 13 de novembro, 17h30–19h30 — Como começar uma coleção, dentro do dia dedicado a colecionismo e formação de novos compradores de arte.
É a mesma lógica da seleção: a obra entra na sala junto com quem a fez e com quem pode comprá-la, e a conversa faz parte do que está exposto.
O projeto
por inteiro
O texto que fundamenta a feira — o que é, o que acontece, por que agora e a arte como bem público — está na página do projeto, como a direção o escreveu.
Ler o projeto