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A feira

Coletivos

Além dos artistas que participam em nome próprio, a feira recebe ateliês coletivos, casas e acervos. Cada um traz os seus artistas, e é por eles que boa parte da produção da cidade circula fora do circuito das galerias.

Há mais artistas
do que instituições
para acolhê-los

Nem toda arte chega ao público pelo caminho das galerias. Desde o fim dos anos 1990, coletivos e iniciativas independentes vêm redesenhando o campo da arte contemporânea: são redes de trabalho e de relações que se formam para resolver problemas comuns e criar seus próprios espaços de circulação. Organizam exposições, escrevem seus textos, formam artistas e públicos, e respondem na prática a uma questão concreta: há mais artistas do que instituições para acolhê-los.

Na Bahia, essas iniciativas são parte viva do ecossistema das artes visuais. Não estão à margem do mercado nem contra as instituições: constroem pontes, abrem caminhos e ampliam quem pode ser visto. Por isso,  a feira dá destaque, nesta edição, a oito delas.

6 coletivos, casas e acervos · 18 artistas vinculados já publicados. A lista cresce conforme cada coletivo envia os seus nomes.

CAB — O Escritório

Também chamado de Circuito Arte e Boteco

Marca do CAB — Circuito Arte Boteco

O Escritório, ateliê coletivo do CAB (Circuito de Arte e Boteco), nasce como espaço de encontro, criação e articulação. Estruturado a partir de uma lógica compartilhada, busca tensionar as fronteiras entre produção e pensamento, compreendendo o fazer artístico também como prática coletiva e exercício de autonomia. Localizado no centro de Salvador e gerido pelo próprio CAB, o espaço reúne 13 artistas.

Operando simultaneamente como ateliê-base e plataforma relacional, o Escritório se constitui como um ambiente onde processos, trocas e experimentações atravessam as dinâmicas formais de produção. Mais do que um espaço de trabalho, afirma-se como um território de invenção contínua, que acolhe o processo como dimensão fundamental da criação e fomenta formas coletivas de permanência, circulação e existência no sistema da arte.

Acervo da Laje

Acervo do Subúrbio Ferroviário de Salvador

Marca do Acervo da Laje

Casa, museu e escola no bairro de São João do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Criado em 2010 por Vilma Santos e José Eduardo Ferreira Santos e mantido de forma independente, reúne obras de arte, fotografias, desenhos, bibliotecas e uma hemeroteca sobre o Subúrbio. Seu gesto central é deslocar a memória dos grandes centros para a periferia e dar lugar a artistas invisibilizados pelo circuito local, incluindo obras cuja autoria ainda está por ser revelada.

Projeto Zabumba

Daniel Rangel

Plataforma de arte contemporânea regional que aproxima artistas do Nordeste do mercado de arte e fomenta sua participação no circuito nacional de feiras e eventos. A zabumba, que marca o ritmo e dá voz ao Nordeste, é também o nome popular de uma planta ligada, em tradições ancestrais, à profecia e aos ritos de iniciação. Daí o Prêmio Zabumba, primeira ação pública do projeto: um espaço de iniciação para novos nomes e de projeção de novas visualidades da arte brasileira.

1 artistas do coletivo na feira

Zumví Arquivo Afro Fotográfico

Arquivo comunitário, desde 1990 · arquivo fotográfico

Marca do Zumví Arquivo Afro Fotográfico

ZUMVI Arquivo Fotográfico é uma instituição idealizada, em 1990, por três jovens negros das periferias de Salvador. Tudo girava em torno do campo da documentação e memória: “Fotografar hoje para o futuro”, era assim que eles pensavam. Sem tal pretensão, esses fotógrafos criaram um “Quilombo visual”, desenvolvendo uma afro maneira de registrar e criando um arquivo de memórias imagéticas dos negros, hoje com 30 mil imagens, algo jamais feito no Brasil contemporâneo. O Zumví também está presente nas principais exposições nacionais nos últimos anos, como Carolina Maria de Jesus (IMS), Dos Brasis, Brasil Futuro, Defeitos de Cor e a 35ª Bienal de São Paulo. Suas fotografias fazem parte de importantes coleções, como as do The Institute of Chicago e a University of Texas at Austin.

Casa do Alaká do Ilê Axé Opô Afonjá

Iraildes Santos e Norma Alves · panos da Costa

2 artistas da casa na feira

  • Iraildes Santos
  • Norma Alves

Xilindraw

Coletivo de Zé de Rocha · performance e gravura

Marca do Xilindraw

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