Zé di Cabeça
Pintura
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- Obras à venda, com preço informado no local
- Ateliê aberto
- dia e horário a definir
- @zedicabeca
Biografia
Zé di Cabeça é José Eduardo Ferreira Santos, artista visual e educador com formação em pedagogia, psicologia e saúde pública. É fundador do Acervo da Laje, espaço cultural independente que converge arte, educação e memória no Subúrbio Ferroviário de Salvador, onde nasceu e vive.
A partir de uma oficina de xilogravura em 2018, sua pesquisa visual se expande em direção ao desenho, à pintura, à escrita e à colagem. Durante o contexto pandêmico, seu trabalho ganha nova intensidade e Zé di Cabeça — nome em referência ao apelido do pai — emerge com mais nitidez. O fazer artístico se impõe como resposta sensível aos apagamentos, perdas e silêncios que atravessam seu território, amadurecendo uma poética visual profundamente enraizada nas camadas afetivas de uma paisagem tratada como periférica.
Sua produção transforma a memória em imagem e o cotidiano em matéria poética. Casas, igrejas, ruínas, terreiros, fauna, plantas medicinais, mapas afetivos, estações de trem, ex-votos, símbolos de justiça, frutas da infância, marcas do tempo e transformações do subúrbio: tudo é reinventado em diferentes suportes — azulejo, madeira de demolição encontrada em suas andanças pelo Porto das Sardinhas e materiais descartados que chegam até ele com o movimento da maré.
Sua prática tem algo de jogo e de brincadeira: trabalha como quem brinca com os resíduos da cidade, os farrapos da história, as cores dos dias e as texturas do mar, compondo imagens que desafiam o esquecimento e reelaboram o visível. Seu gesto, radical e sutil, transforma o que já foi em narrativa, o que parecia perdido em linguagem. Uma arte que planta, brinca, acende velas, inventa altares, desenha galos e, acima de tudo, afirma que o futuro também pode nascer do que se escolhe lembrar.
O trabalho de Zé di Cabeça já esteve presente em exposições coletivas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Museu de Arte do Rio, na sede da ONU em Genebra, no Museu das Favelas, no Itaú Cultural, no Instituto Tomie Ohtake e na Casa das Histórias de Salvador. Como curador, participou de projetos na Pinacoteca do Ceará, no Museu das Favelas, no Solar Ferrão e no Acervo da Laje.
Obras de destaque

Obras de destaque, reunidas pela produção a partir de fontes públicas do artista. Serão substituídas pelos arquivos que ele enviar.