O mercado de arte brasileiro está em expansão, e o crescimento não vem do topo. O segmento de obras mais acessíveis, abaixo de USD 5.000, é o que tem sustentado boa parte da alta, segundo levantamento da Artprice. Não é o recorde de leilão que move o mercado: é a compra de quem está começando.
A distribuição desse crescimento, porém, é desigual. A concentração segue no eixo São Paulo–Rio, e faltam plataformas de circulação em cidades como Salvador — apesar de a produção baiana ser reconhecida e de a cidade ter escolas, museus e artistas em atividade contínua.
Feiras de arte respondem por 38% das vendas totais no país. Entre 2024 e 2025, 58% dos colecionadores compraram em feira, contra 39% em 2023. É onde o mercado acontece, e é justamente esse dispositivo que falta na Bahia.
A feira não pretende concorrer com galerias. Atua de forma complementar ao circuito estabelecido: forma o público que depois migra para o mercado formal, amplia a base de interessados e cria pontes entre o iniciante e a galeria.
