Palacete TirachapéuRua ChileCentro Histórico de Salvador
O programa
O Palacete Tirachapéu mantém um programa dedicado às artes visuais. A feira é a sua realização de 2026.
Um programa,
não uma
temporada
O Palacete Arte é o programa de artes visuais do Palacete Tirachapéu. Atua como catalisador, criando condições para que as iniciativas de artistas, curadores, galerias e produtores aconteçam, se encontrem e ganhem escala. Sua missão é contribuir para o desenvolvimento do campo das artes visuais na Bahia: ampliar a circulação, a visibilidade e a comercialização da produção contemporânea e formar, de modo contínuo, públicos e colecionadores.
O horizonte é um ambiente artístico mais dinâmico, sustentável e acessível — onde o artista encontre caminhos para viver do próprio trabalho, e onde quem nunca comprou uma obra descubra que pode.
O programa ocupa o Palacete Tirachapéu, na Rua Chile, no Centro Histórico de Salvador. O edifício não é apenas sede: é parte do argumento. Um casarão de 1917, erguido por trabalhadores do comércio, abre hoje suas salas a quem recusa a ideia de que arte contemporânea seja assunto de poucos.
A Feira
na programação
A Feira de Arte Contemporânea da Bahia, idealizada e dirigida por Monique Badaró e realizada pelo Palacete Arte, é o primeiro grande projeto que o programa acolhe, e o que melhor traduz seu papel: reúne em quatro dias, sob o mesmo teto, os encontros que o Palacete Arte quer tornar possíveis o ano inteiro.
Artistas que trabalham sozinhos e artistas reunidos em coletivos. Galerias estabelecidas e ateliers que nunca expuseram fora de casa. Quem pesquisa, quem escreve, quem edita, quem compra. A Feira é o momento em que essas pessoas, que em geral se cruzam pouco, ocupam as mesmas salas.
É também onde a Feira mostra a que veio: 80% do valor de cada obra vendida fica com quem a fez, a visitação é gratuita, e a primeira compra de uma vida é tratada com a mesma atenção que a décima. Colecionar, aqui, começa por olhar.
Em torno da exposição, a Feira abre ateliers, propõe rodas de conversa sobre como a arte circula e se sustenta, recebe escritores na biblioteca e conduz o público por visitas mediadas. Nada disso é complemento: é a Feira funcionando.
O que fica
depois
Uma feira dura quatro dias. O desenvolvimento de um campo mede-se por outra escala: pelos artistas que passaram a circular, pelas galerias que se aproximaram, pelos colecionadores que começaram, pelo público que voltou.
O Palacete Arte trabalha nessa duração mais longa, mantendo a casa aberta a novas iniciativas e parcerias. A Feira tem edições anuais, e cada uma delas deixa um registro — de quem participou, do que foi apresentado, do que se formou em volta.