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O projeto

Uma instância
de reflexão
e proposição

As artes e a cultura na contemporaneidade são atravessadas pela lógica de mercado, mas não podem, nem devem, se esgotar nela.

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O que é

TRAMA - feira de arte contemporânea da Bahia - é uma ação que, através da exposição de obras de artistas locais, promove sua comercialização, busca incentivar a formação de novos públicos e colecionadores, e abrir o diálogo sobre temas do campo artístico. Com públicos diversos e complexos, as artes e a cultura na contemporaneidade são atravessadas pela lógica de mercado, mas não podem, nem devem, se esgotar nela.

Com uma produção local intensa e marcada pela diversidade, numa cidade que já conta com galerias que cumprem a função de comercialização, fomento da produção e promoção de carreiras artísticas, TRAMA foi pensada com uma configuração híbrida: promover um novo espaço para a exibição e comercialização das artes visuais na Bahia e abrigar diálogos, trocas de conhecimentos e experiências, e o pensamento sobre o campo e seus agentes. Entender os modos em que opera o mercado nos diferentes setores da cultura é apenas um aspecto do sistema; queremos viabilizar o encontro para propor novas configurações.

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O que acontece

TRAMA vai exibir a produção artística local apresentando obras em diferentes linguagens, temas e materiais, além dos ateliês abertos, onde os artistas visuais poderão exibir obras em processo, equipamentos, ferramentas e materiais utilizados para a realização de seus trabalhos, expostos de maneira a estimular o diálogo com os diferentes públicos e possibilitar uma experiência artística mais participativa.

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A Roda de conversas

O ciclo de conversas permitirá a atores diversos pensar o campo artístico local e suas relações, a representatividade e profissionalização da classe artística, a economia da cultura, bem como discutir o colecionismo, reunindo artistas, gestores, galeristas, colecionadores, curadores, críticos, representantes de instituições públicas e privadas e acadêmicos que atuam na Bahia para pensar a dinamização do sistema, outras possíveis configurações e novos agenciamentos.

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Por que agora

A mudança estrutural no que diz respeito à economia da cultura ocorrida nas últimas décadas – do financiamento governamental do último quarto do séc. XX ao patrocínio privado ou mesmo às colaborações público-privadas – nos afeta como um todo, e sentimos a necessidade de criar espaços para a discussão, a troca e a proposição de novas formas de atuação.

A descentralização promovida pelas políticas culturais implementadas nas últimas décadas mudou a estrutura territorial da arte contemporânea. Passamos a questionar noções como “cultura periférica” ou mesmo “minorias” (quando estamos tratando de cultura, simplesmente, e maiorias minorizadas) para assumirmos que importantes produtores e agentes culturais estão localizados em diferentes regiões brasileiras. Além disso, se esta ação de descentralização foi promovida através da iniciativa e do investimento público, governamental, precisamos discutir o que pode representar para o sistema, e para a classe artística, essa mudança que vem ocorrendo na economia da cultura.

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A arte como bem público

TRAMA busca promover o encontro e interrogar sobre as relações entre os diferentes agentes culturais e o território em que se inserem, criando espaços por onde transitarão os artistas, as obras, as instituições, os públicos. Pensar a possibilidade concreta da atuação coletiva, da efetiva prática colaborativa, sairmos do âmbito discursivo para viabilizarmos novas configurações, mais justas, equânimes e democráticas, e seguir pensando o sistema das artes de forma coerente com a construção da cultura, que só ocorre integrando a ideia de multiplicidade. Temas como financiamento da cultura, mercado, Estado, mecenato, doações, crowdfunding, representatividade artística, entre outros, poderão encontrar um espaço de reflexão para a construção de um pensamento sobre a importância da arte como um bem público global.

Stella CarrozzoArtista visual, gestora cultural e curadora independente.

Quem senta à mesa

Convidadxs

  • Artistas
  • Gestorxs
  • Galeristas
  • Curadorxs
  • Críticxs
  • Instituições públicas e privadas
  • Acadêmicxs

Temas em pauta

  • O campo artístico local e suas relações
  • Representatividade da classe artística
  • Economia da cultura
  • Formação de novos colecionadores
  • Financiamento da cultura e o papel do Estado
  • Mecenato, doações e crowdfunding
  • Mercado e suas outras configurações possíveis

O ciclo reúne quem atua na Bahia para pensar a dinamização do sistema através de outras possíveis configurações e agenciamentos.

Arte como bem público

Financiamento da cultura, mercado, Estado, mecenato, doações, crowdfunding e representatividade artística encontram na feira uma instância de reflexão e proposição.

Ver o ciclo de conversas

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