
Conversas com artistas
O artista fala do próprio processo, da sua história e das suas referências, diante das obras e do público. Não é palestra: é conversa, com espaço para pergunta.
Ciclo de conversas
O ciclo permite a atores diversos pensar o campo artístico local, a representatividade da classe artística, a economia da cultura e a formação de novos colecionadores. Não é complemento da exposição: é onde a feira propõe outras configurações possíveis para o sistema.
13 a 15 de novembro de 2026 · Palacete Tirachapéu, Centro Histórico de Salvador
Colecionismo e formação de novos compradores de arte
Apresentação de casos.
Mediação: Stella Carrozzo
Colecionadores participantes: Josemar Antonio, Fernando Bueno, João Mascarenhas, Harley Henriques
Sistema de arte: como criar as condições para a arte circular, gerar valor e construir futuros?
Artistas, galerias, instituições, colecionadores, Estado, mercado, crítica, curadoria, público: como essas relações se articulam?
Mediação: Alejandra Muñoz (Ufba)
Participantes: Daniel Rangel (Diretor Técnico do Museu do Futebol, ex-diretor do MAC, curador), Thais Darzé (Galeria Paulo Darzé - a confirmar), João Victor Guimarães (crítico de arte independente), Janaina Selva (curadora independente), José Eduardo (Acervo da Laje), Inês Linke (Ufba)
Profissionalização, representação, circulação, formação de público e construção de mercado: quem constrói uma carreira artística, e como?
Mediação: Felix Toro (Instituto Sacatar)
Participantes: Lanussi Pasquali (Atelier Ativa), Carolina Câmara (Pivot), Uriel Bezerra (Funceb), Busca (CAB), Cristina de Middel (Magnum, Pé de Cobra), Uiler Costa-Santos (fotógrafo), José Carlos Ferreira (Zumví)
20 pessoas nos três diálogos, entre mediação e participação, na ordem da grade.
Direção artística
Artista visual, curadora e gestora cultural, mestranda em Gestão Cultural na Universidad de Buenos Aires. Desde a década de 1990 participa de mostras artísticas no Brasil e em outros países, e trabalha na gestão de espaços culturais dedicados às artes visuais.
Colecionadores participantes
Colecionadores participantes
Colecionadores participantes
Colecionadores participantes

Professora da EBA e do PPGAU/UFBA, curadora e crítica
Alejandra Hernández Muñoz, uruguaia, residente em Salvador desde 1992, é professora da Escola de Belas Artes (EBA/UFBA) e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU/UFBA), curadora e crítica de Artes, Design e Arquitetura.
Diretor Técnico do Museu do Futebol, ex-diretor do MAC, curador
Galeria Paulo Darzé

Crítico de arte, pesquisador e curador independente
João Victor Guimarães é crítico de Artes Visuais, pesquisador e curador independente. Colabora para revistas de Artes relevantes no Brasil, como a Celeste e a Bravo! No âmbito internacional, colabora com a Umbigo Magazine, distribuída na China, em Dubai, nos Estados Unidos e em diferentes países da Europa.
curadora independente
Acervo da Laje
Ufba
Instituto Sacatar
Atelier Ativa
Pivot
Funceb
CAB

Fotógrafa da Magnum Photos, criadora do Pé de Cobra
Após dez anos trabalhando como fotojornalista, Cristina De Middel passou a investigar a relação ambígua entre a fotografia e a verdade. Combinando práticas documentais e abordagens conceituais, seu trabalho questiona os estereótipos e as verdades absolutas difundidas pela mídia. Realizou mais de cem exposições ao redor do mundo e, em 2017, recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da Espanha e ingressou na agência Magnum Photos, que presidiu de 2022 a 2025. Vive em Salvador desde 2020, onde criou o Pé de Cobra, espaço cultural no Pelourinho dedicado a pensar a imagem antes e depois de fazê-la.

fotógrafo
Uiler Costa-Santos (1983) vive e trabalha em Salvador. É artista visual e educador. Através da fotografia e do estudo das imagens, sua pesquisa propõe uma interlocução entre o imaginário da paisagem e as políticas de redistribuição do sensível por parte da abstração. Sua produção toma a imagem como veículo estético, utilizando-a como instrumento que fornece ao corpo diferentes experiências de percepção a partir de espaços comuns e cotidianos, devolvendo a ele possibilidades de imaginação político-geográficas.
Zumví

O artista fala do próprio processo, da sua história e das suas referências, diante das obras e do público. Não é palestra: é conversa, com espaço para pergunta.

Artes visuais em diálogo com música, literatura, cinema, dança e gastronomia, conforme as parcerias estabelecidas com equipamentos e grupos culturais.

Debates sobre o que a produção contemporânea baiana tensiona — território, memória, identidade e os modos de circulação da arte.

Como funcionam galeria, museu, feira, crítica e mercado, e onde o artista se situa nesse circuito.
Para artistas
das vendas de arte no país
É a fatia que passa pelas feiras de arte no Brasil. Feira deixou de ser vitrine: virou canal principal.
dos colecionadores compraram em feira
Entre 2024 e 2025, contra 39% em 2023. O comportamento de compra migrou para o evento presencial.
adquiriram obra de artista emergente
No mesmo período. O colecionador iniciante entra pelo trabalho de quem ainda não está consagrado.
a mais é o gasto médio das mulheres
Em relação ao dos homens, na compra de arte. Um dado que reposiciona quem é o público da feira.
O mercado de arte brasileiro está em expansão, e o segmento de obras mais acessíveis — abaixo de USD 5.000 — é o que tem sustentado boa parte desse crescimento, segundo a Artprice. O avanço vem da economia, da qualidade da produção e da profissionalização do setor.
A concentração, porém, segue no eixo São Paulo–Rio, e faltam plataformas em cidades como Salvador. É essa lacuna que a feira ocupa: um canal de venda direta, com comissão de 20% para o projeto e 80% repassados ao artista, sem taxa de inscrição para expor.
Para o artista, a feira funciona como três coisas ao mesmo tempo: ponto de venda, exposição de processo e contato direto com quem compra. A presença durante o evento não é acessório — é o que constrói a relação que antecede a compra.
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